Social media
COMO GERIR BRAND AWARENESS.
Sabe o que os media sociais dizem sobre a sua marca? Sabe como estão a afectar o seu negócio?
Os media sociais vieram revolucionar a comunicação das empresas e das marcas. São cada vez mais os consumidores que controlam a marca e a percepção da mesma. Contudo com a multicidade de canais existentes, blogs, twitter, facebook, é praticamente impossível saber o que milhares ou milhões de pessoas opinam sobre um produto, uma pessoa ou uma empresa.
Mas o que a Web tira a Web também dá. Existem algumas ferramentas capazes de medir esse impacto com uma precisão e abrangência relativamente boas. Porém, esta medição não é uma ciência exacta e é preciso algum cuidado na análise dos resultados. Um dos maiores problemas é a ambiguidade dos termos: por exemplo, se pesquisar “Porto”, os resultados podem referir-se quer ao clube de futebol quer à cidade.
“Brand awareness” é uma medida do quão reconhecida é a sua marca numa certa audiência.
A forma como se mede nos meios online é algo diferente das medidas tradicionais, embora o objectivo seja o mesmo. A primeira coisa a fazer é definir métricas adequadas. Os pontos chave a medir são: exposição nos media sociais, influência e engagement.
Medir a exposição nos Media Sociais
Quantas pessoas estiveram expostas à sua messagem? Nos medias tradicionais isto é medido pela circulação da revista ou as audiências televisivas. Mas a audiência potencial não tem valor por si mesma, apenas indica um limite superior do seus potenciais clientes, normalmente muito acima dos valores reais.
Normalmente o trabalho de avaliação do sucesso de uma campanha tradicional é feito de uma forma relativamente arcaica e os resultados do retorno sobre o investimento (ROI) nem sempre é o esperado.
A medida mais eficaz é quantificar quantas pessoas novas foram conquistadas para a sua marca. nos novos media sociais isso é relativamente simples.
- Twitter: através do número de seguidores e o número de seguidores dos que fazem retweeted da sua message. Isso determina o seu universo de potenciais utilizadores. Compare as tendências de crescimento mensal com aplicações como o TweetReach.
- Facebook: meça o número de fãs da sua página de fãs (não confunda com a sua página pessoal). Meça também o número de amigos dos que se tornaram fãs num dado período de tempo ou durante uma promoção e aqueles que comentaram ou gostaram dos seus posts de forma a identificar o pontencial de utilizadores mensais. O “Facebook Insights” tem tudo o que precisa.
- YouTube: É simples. Basta medir o número de visualizações dos seus vídeos num dado período de tempo
- Blog: Número de visitantes mensais.
- Email: Aqui é mais difícil.O número da sua mailing list é apenas um indicativo, pois pode dar-se o caso de muitos nem sequer receberem o email.

Medir o “Engagement”
Quantas pessoas fazem alguma coisa com a sua mensagem.
Este é um dos mais importantes indicadores que mede quantas pessoas realmente se interessam por si ou pela sua marca o suficiente para de darem ao trabalho de fazer alguma coisa (comentar, partilhar, responder, etc).
Ao contrário dos meios tradicionais, o engagement é muito fácil de medir através de aplicações como Radian 6, Biz360ou TweetEffect.
- Twitter: Quantifique o número de vezes que os seus links foram clicados, a sua messagem ”retweeted”, e o seu hashtag usado e quantas pessoas o fizeram. Pode também seguir as @replies.
- Facebook: Meça o número de vezes que os seus links foram clickados e as alguém gostou ou comentou as suas messagens. Quantas pessoas únicas o fizeram?
- YouTube: Número de comentários do seu vídeo, número de vezes que foi classificado, número de vezes que foi partilhado.
- Blog: Número de comentários, númber de inscrições que gerou e o número de vezes que os posts foram partilhados.
Medir a influência
Influência é um conceito subjectivo que depende da perspectiva da empresa. No fundo saber se as metricas de engagment dão uma visão positiva negativa ou neutra. Pode usar ferramentas como
mas faça sempre uma verificação manual para se assegurar da consistência dos resultados. É importante saber que tipo de pessoas estamos a influenciar: lideres e “opinion-makers” ou um consumidor médio? É bom ter uma mistura equilibrada dos dois tipos.
Aquisição / conversão clientes
A parte mais interessante nas métricas das campanhas é saber quantas pessoas se tornam consumidoras. É aqui que a Brand Awareness termina e o ROI começa.
Para fazer tracking das campanhas veja este post de Mani Karthik. Para perceber a importância das medidas nos meios sociais, veja Is Social Media Marketing Measurable? The Big Debate.

RESUMO DA CONFERÊNCIA WEB 2.0 EM SAN FRANCISCO
Depois de uma semana de intensa actividade, queria compartilhar convosco alguns ideias que dominaram a conferência onde tive a oportunidade de conhecer pessoas e projectos extraordinários como o Tim O’Reilly e o Brady Forrrester.
Facebook continua a ser um canal predominante na web social. Quem quer fazer campanhas de publicidade não pode ignorar este cana. facebook continua a inovar criando ferramentas de gerorreferenciação e novos aplicações para publicidade direccionada.
HTML5 irá por em causa o Flash. Permite fazer quase tudo o que faz o Flash, com a vantagem de ser indexável e editável.
Georeferenciação, o Foursquare usa-a com sucesso, o Twitter idem e o Facebook vai lançar tb ferramentas para localização.
Jogos sociais estão numa fase de consolidação e a atingir quotas de mercado interessantes. Farmville, Fish Pet, Society Ville estão cada vez mais uma fonte de retenção de utilizadores e de “engagment”.
Os modelos de negócio das redes sociais estão a começar a amadurecer com os produtos Fremium, CPA (custo por acção), contextualização e anúncios direcionados.
O mundo do marketing e da publicidade está a mudar radicalmente a uma velocidade espantosa. 29% do tempo dos utilizadores é passado mos media sociais ao passo que as empresas investem nestes meios apenas 8% de seu orçamento. Em Portugal não sei quais são os números, mas suspeito que são residuais.
Cloud computing. A Internet não é um repositório de dados, é o Sistema Operativo. As aplicações SaaS (Software as a Service) irão prevalecer e tornar as aplicações facilimas de ser implementadas.
Dispositivos Móveis. Passámos da computação mainframe (1960) para a computação mini (1970) a computação pessoal (1980) o Desktop, a computação Internet (1990). Esta década será da computação móvel. Na conferência vi mais pessoas ligadas ao Iphone e Ipad que ao seu portátil. Com a nova geração de redes móveis de alto débito, grandes revoluções se avizinham. Neste campo Portugal está bem posicionado mas existe uma desesperante falta de aplicações de qualidade em português.
ROI e Communilytics. Quantificar o retorno sobre o investimento nunca esteve tanto em voga. As empresas já não pagam anúncios às cegas. Querem saber qual o retorno, conhecer o impacto nos utilizadores. Algumas plataformas interessantes como a Kissmetrics.
APIs. As APIs estão a revolucionar as tradicionais páginas web. Com elas podem fazer verdadeiros milagres usando dados ou funcionalidades de terceiros. O exemplo mais conhecido é o Googlemaps, mas existem imensos outros. As APIs são a cola que permite integrar, sistematizar e costumizar toda a torrente de informação que flui nas redes sociais.
Personalização. De nada serve estarmos nas redes sociais se não usarmos ferramentes de personalização. O recurso mais escasso é o tempo e a forma mais rápida de perdermos a atenção dos utilizadores é apresentar-lhes coisas que não lhes interessam.